Parlamentares cobram CPI do Master; Alcolumbre diz que decisão é dele e não lê requerimento para instalar comissão
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Carlos Moura/Agência Senado
Após ser pressionado por parlamentares da base governista e da oposição, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se negou a fazer a leitura dos requerimentos para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master.
Ao indeferir as diversas questões de ordem apresentadas pelos parlamentares, Alcolumbre disse que a sessão do Congresso foi convocada para analisar vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que a decisão de fazer a leitura dos requerimentos é dele como presidente do Congresso.
"Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário [uma escolha] da presidência da mesa do Congresso Nacional”, afirmou.
A declaração ocorreu durante sessão do Congresso Nacional, nesta manhã, para análise de um veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que restringe a transferência de recursos federais para municípios considerados inadimplentes.
Nos pronunciamentos iniciais, parlamentares de diversos partidos se manifestaram a favor de uma CPMI para investigar as suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro, preso desde março pela Polícia Federal (PF), na operação Compliance Zero.
Hoje, há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar o caso. Um requerimento de CPI exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido de CPI mista, ou seja, que reúne deputados e senadores.
Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos da oposição e da base para abertura do colegiado. Uma decisão do STF poderia obrigar o parlamento a criar a comissão — como aconteceu com a CPI da Covid.
- Esta reportagem está em atualização.
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